sexta-feira, 4 de julho de 2008

Pequeno duende


Mais uma vez, um trabalho que resultou de um impulso. Mas neste caso, o impulso da saudade.
De vez em quando faço as minhas pesquisas e tenho encontrado uns carimbos tão giros que fico cheia de vontade de saber fazer igual.
Depois de tanto delirar com coisas engraçadas que por ai se fazem, deu-me a vontade de repetir a proeza de fazer carimbos, que já tinha experimentado (e adorado) há uns tempos.

Depois de deixar que a vontade tomasse conta de mim, o mais dificil foi decidir que imagem utilizar. Geralmente, não faço coisas iguais às que vejo, por isso, em vez de me inspirar em imagens de carimbos, decidi inspirar-me em imagens normais que circulam por ai...
E depois de muita navegaçao na net lá me decidi.

Fui buscar o papel, o lápis, a borracha e o meu kit de carimbos, que na verdade é um conjunto de x-actos que tenho há muito tempo e que quando comprei nem sabia se me seria útil...agora já é!=P



Desenha aqui, passa para ali, corta aqui e depois ali...e aos poucos vai ganhando forma...

No fim ainda sofreu umas lesões (afinal o material embora sirva, não é o adequado), mas ficou muito um ar doce na mesma, ora vejam...



...aqui de um prisma diferente...

Está pronto... o carimbo do pequeno duende.
Agora tenho é de lhe colocar uma base. Ah, e arranjar uma nova almofada de tinta de carimbo, que a do meu pai é da idade da pedra e já está a secar.


Despeço-me com um sorriso, como o deste pequeno duende com ar de reguila.


***=)

sábado, 28 de junho de 2008

Amarelo cogumelo

Que eu gosto de trabalhar com materiais nas mãos e dar-lhes forma muita gente sabe.
O que as pessoas nem sempre sabem, é que, dentro desse ritual, adoro os pensamentos do acaso, desenhar e dar à ideia a forma e a cor que a tornam realidade.
Normalmente, resultam desta impulsividade os trabalhos de que mais gosto, como é o caso da máquina de costura e do piano, dois dos meus trabalhos preferidos.
Claro que geralmente gosto de tudo o que faço, nem sempre adoro e fico 100% contente com o resultado, mas se não gostar o suficiente, tem de ser refeito.

O trabalho de hoje também nasceu de um impulso... É simples, mas gostei imenso de o fazer.
Fi-lo para uma menina com quem tinha uma troca, mas, entretanto, ela tem de ir para o estrangeiro e falta-lhe o tempo para se dedicar à troca.
Sabendo que a ia encontrar, decidi oferecer-lhe algo, como que para compensá-la pela troca que não realizámos.

E assim foi, pensei e desenhei com base nos gostos que a própria me tinha falado, e pus mãos à obra.
O resultado...?! Uma pregadeira com um cogumelo estrelado, amarelo e roxo. =)


Foi tão fácil e gosto tanto do resultado...
E ficou maravilhosamente na camisola roxa da M. que, com um sorriso, agradeceu surpreendida e fez questão de a colocar, de imediato, junto ao peito.

E pronto, estas coisas deixa-me contente, que se ha-de fazer. =P

Despeço-me com esta alegria de dar que tão bem me faz sentir!


***=)

No baloiço a brincar



Às vezes os adultos são piores que as crianças. Cá em casa não é excepção.
Estava eu a bordar a fralda para a Mafalda que a minha mãe me tinha pedido, quando o meu pai se lembra que também conhece um bebé que havia nascido há pouco tempo.
Amuou porque não lhe disse logo o que queria, mas também não se atreveu a pedir...

Não lhe disse mais nada e, assim que tive tempo, bordei-lhe esta fralda.
Encontrei este bordado na internet. Pequenas crianças a brincar com/nas letras. A menina chama-se Catarina, por isso tinha de ser o C. Como a fralda é rosa, mudei as cores a olho e à minha maneira, mas acho que resultou bem.


Aqui a parte de trás.



Mais tarde, quando lhe entrei a fralda, o meu pai nada disse, ficou a olhar. Mas assim que pôde foi oferecê-la à bebé! =)


Por hoje é tudo!


Despeço-me com um desejo: que sejamos sempre crianças...correr, brincar e, até, amuar... Não tem nada de mal de vez em quando.


***=)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Matar saudades com cruzes

Há séculos que não fazia ponto cruz.

Por achar (erradamente) que exige mais tempo que outros trabalhos fui, conscientemente, deixando-o para trás, nas memórias de criança e adolescrente (memórias recentes, portanto =P)

Mas, o acaso e o amor por este bordado, não deixaram que ele ficasse por lá.
Lembrou-se a minha mãe que queria que eu lhe pintasse umas fraldas para ela oferecer. Eu, nada experiente em pinturas em tecido, fiquei reticente, mas prometi experimentar.

Ao comprar as fraldas, só havia com quadrilé...e não resisti.
Entretanto, a minha mãe decidiu comprar duas, o que não podia vir mais a calhar.
Juntaram-se as duas vontades e a decisão final foi que uma seria bordada e outra pintada.

A vontade de voltar a fazer ponto cruz foi tanta que pus as mãos na massa e só descansei quando vi o trabalho terminado...
Mas ainda não estava perfeito...decidi, então, acrescentar uns pormenores: o passarinho, o nome e a moldura.

E eis o resultado, que só por acaso, adoro:

Acho que foi a primeira vez que rematei à frente.
Aqui fica o avesso, acho que não está mal.

A bebé só nasce em Agosto, mas estou ansiosa por saber se a mãe gosta do presente, pelo menis a minha gostou!

Entretanto, quanto aos projectos do último post, um deles, aquele que não tem rodas e que ainda ninguém adivinhou o que é, está a ganhar forma. =)

Despeço-me com o desejo de que aproveitem o belo sol que tem feito e que sabe tão bem!




***=)

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ideias e Diabruras

Ai ai, as saudades que tenho de ver trabalhinhos concluidos...
E ideias...?! Elas vem...e não vão, ficam-me moendo a cabeça espreitando sempre que conseguem.

É verdade, é uma espécie de auto-castigo que eu tenho de conseguir cumprir. As prioridades são outras e como sou indisciplinada, tenho de ficar de castigo.
Sou pior que as crianças pequenas que sobem às árvores mesmo quando a mãe diz para não o fazer (era o que eu fazia em miúda, até ao dia em que rasguei a roupa de cima a baixo e levei uma bem dada).

Mas como sou endiabrada, dei uma «escapadela pela janela»...
E comecei um projecto que há muito tenho na cabeça e que quero terminar até ao fim-de-semana a par de outro que já comecei há muito tempo (mesmo) ,mas que nunca passou dai.

Não vou dizer o que é, para ver se conseguem adivinhar do que se tratam.
Eu não acho dificil, mas sou suspeita. =P

Este é o que comecei há muito tempo. Fiz este bocadinho e depois nunca mais fui capaz de continuar, acho que tenho medo que não conseguir um bom resultado.

Este quadrado e colorido, já tenho na cabeça há muito tempo, mas nunca tinha passado disso... provavelmente porque é para mim.

Bem, vamos ver quem adivinha!:)


Prometo colocar aqui os trabalhos quando estiverem terminados, não prometo é que seja tão cedo como eu gostaria.
Despeço-me com esta promessa e com muita vontade de a cumprir o mais depressa possivel!
***=)

domingo, 18 de maio de 2008

Sou Finalista!

Eis a razão do meu desaparecimento prolongado.



Se normalmente já tenho de fazer um esforço sobrenatural (exagero) para me dividir em tudo o que quero fazer, os preparativos dos últimos dias ainda me têm exigido mais esse esforço.

Finalmente chegou o dia... da benção das pastas!
Foi ontem! E, apesar de não ter sido tão "mágico" como imaginei... Sei que ficará guardado como uma das melhores recordações da minha juventude...

A imagem é bonita...centenas de jovens a correr de fitas no ar, acenando à multidão que assiste enquanto, no seu interior, ainda estão a tentar compreender o que tudo aquilo significa...


Em cima estavam as várias fitas que decorei antes de escrever para os meus colegas/amigos...tinha de ser, tinha de lhes dar um cunho pessoa!=)

A primeira ronda em promenor...

...e agora, a segunda ronda.

(com algum cansaço e falta de imaginação à mistura)

Sim, parece que cresci... Mais uma etapa que tenta dizer-me que agora sou adulta.

Mas não sei se quero entrar nesse mundo de adultos...«tenho medo».
Não temo as responsabilidades, só receio deixar de sonhar, tornar-me séria e menos sorridente...

Despeço-me com o pensamento no passado e os olhar no futuro!


***
=)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Avó é Mãe ao Quadrado

[Tradução]



A sua sabedoria é uma arte
Que partilha generosamente
As suas palavras são fios de ouro
Que unem a nossa família
Cobre-nos como uma colcha de amor
Que nos aquece como mais nenhuma…
Deus usou as mãos desta pessoa querida
Aquela a quem chamamos avó.



Sempre ouvi dizer que "avó é mãe duas vezes".
É algo que concordo, pois grande parte da minha educação esteve sempre ao cuidado da minha avó, posso dizer que ainda hoje é um pouco assim.

Por isso, decidi oferecer um presentinho à minha avó no dia da mãe.
O presente acabou por ser também um pouco da minha mãe, que me ajudou a escolher o que fazer.

Apesar de (infelizmente) ter sido feita de um dia para o outro... lá a consegui terminar.
O sol quentinho que se fazia sentir na altura ajudou.



...por dentro...




Gostei do resultado embora lamente algumas imperfeições que poderiam ter sido evitadas ou ultrapassadas se tivesse tido mais tempo.

Há muito tempo que a minha avó queria uma caixa de chá, por isso sei que gostou e que ficou contente.
Ao contrário da minha mãe, a minha avó tem uma grande paixão por flores e o branco condiz com a sua cozinha, onde está agora cheia de chás.


Hoje despeço-me com o perfume das rosas.


***=)

domingo, 4 de maio de 2008

Voar no Dia da Mãe



Um dos meus grandes objectivos na vida é, sem dúvida, ser mãe (um dia, não já!).

Contudo, confesso que não ligo muito a este dia... Acho que para quem é mãe, cada dia por si só é o seu dia, em cada passo, em cada sorriso, em cada vitória dos filhos... o poema não foi escolhido em vão. =P



No entanto, também sei que é importante assinalar o dia, pois as pessoas esperam algo: uma lembrança, um mimo... e a minha mãe não é excepção. Sei também, que esta é uma forma de mostrar que gosto dela e que me lembrei do seu dia.


O mais dificil é saber o que oferecer. A minha mãe não gosta de flores, por isso um ramo rosas não seria aquilo que a deixaria mais feliz.
Por isso, nunca sei o que oferecer, nem do que irá gostar.



Este ano decidi oferecer algo para a nova cozinha azul e branca. Já tinha este projecto para terminar há algum tempo, mas ao qual ainda não me tinha conseguido dedicar.




Como sabia que tinha falta, fiz (na integra) um porta-guardanapos. A escolha do passarinho foi o mais simples, pois é uma das grandes paixões da minha mãe.
Depois decidi pintar um (sempre útil) puxa-saco a condizer.




Ainda não os vi na nova casa, mas tenho a certeza que vão lá ficar muito bem. =)

Não sei se a minha mãe gostou, mas acho que sim, nem que seja pelo facto de não me ter esquecido!

Despeço-me com desejos de que, qual pássaros, voemos bem alto no céu da vida.

***=)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

À Procura das Cores do Oceano

Marlin: Quantas riscas é que eu tenho?
Nemo: Pai, eu estou bem...
Marlin: Responde à questão das riscas.
Nemo: Três.
Marlin: Vês? Algo não está bem contigo.
[Ele começa a contar]
Marlin: Eu tenho uma... duas...três...? É tudo o que eu tenho?

E parece que não me enganei, o Marlin tem mesmo três riscas branquinhas!

Este trabalho que hoje mostro é, como já deu para perceber, baseado no filme de animação À Procura de Nemo.
Adoro este filme. Aliás, gosto muito de filmes de animação e acho que transmitem coisas muito bonitas. Este não é excessão, além de ter uma dose bastante grande de humor que diverte miúdos e graúdos.


Marlin: A água está a descer. Está, está, está a descer!
Dory: Hmm. Tens a certeza disso?
Marlin: Olha! Já está metade vazia
Dory: Hmm... Eu diria que está meio cheia.
Marlin: Para com isso! Está meio vazia!


É preciso é ter pensamento positivo! E neste caso qual deles é que o estava a ter? ;P

Pensamento positivo foi algo que quase perde a fazer esta caixinha!
Primeiro não foi fácil arranjar o guardanapo, mas felizmente uma pessoa muito querida enviou-mo. Depois foi dificil decidir a composição e as cores.. Mas o pior de tudo foi o efeito 3D ter reagido mal e estragado a peça por várias vezes, chegando ao ponto de ter que a refazer quase na integra.


Mas agora já está prontinha, e a mão da P. adorou-a!!!=)



Apesar de tudo adoro o resultado é o contraste entre cores. Também gostei de utilizar uma material diferente, enste caso o feltro, para decorar a caixinha.

Por hoje não tenho mais a dizer, deixo-vos com mais um bonito momento do filme:

[Marlin e Dory estão a discutir se vão ou não por entre uma frecha no mar]
Dory: Vá lá, confia em mim desta vez.
Marlin: Confiar em ti?
Dory: Sim, confiar, é o que os amigos fazem.

E por hoje despeço-me com a distração da Dory.

Dory: E que tal se jogassemos um jogo?
Marlin: Está bem.
Dory: Ok, Estou a pensar em algo laranja e pequeno...
Marlin: Sou eu.
Dory: Certo!
[Mais tarde]
Dory: Estou a pensar em algo laranja e pequeno...
Marlin: Eu outra vez.
Dory: Está bem, Sr. Espertinho...
[Ainda mais tarde]
Dory: ... É laranja e pequeno, e tem riscas...
Marlin: Eu. E na próxima vez - deixa-me adivinhar - Eu.
Dory: Ok, isso é assustador.

Por vezes penso que também eu sofro de memória de curta duração.

***=)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A Alegria do Arco-Iris

Aproxima-se o feriado.
Dia cheio de significado para uns e para outros.
Se não tiver, para alguns, o significado de liberdade, tem pelo menos o sinificado do descanso merecido por todos, e o de um tempo extra para fazer as mil e uma coisas marcadas numa agenda (talvez) em branco, mas sem espaço.

Também eu quero o feriado para poder por o descanso em dia e, mais ainda, para cumprir a minha agenda que nem me tenho dado ao trabalho de preencher, apesar de não me faltar o que fazer.


O que mostro hoje não tem nada a ver com isto.

Talvez tenha a ver com a felicidade que sinto facilmente nos últimos tempos. Gosto de estar ocupada, acompanhada e de me sentir útil. Gosto de partilhar os meus dias com outros rostos e sorrisos, de ter com quem falar, mesmo que sejam conversas sem significado. Gosto de comer, aprender e surpreender...

E apesar de nem sempre ser tudo perfeito, sinto-me bem no meu dia-a-dia, mesmo quando acordo mais mal disposta. E por isso, as cores do trabalho que aqui mostro têm tudo ver com o meu estado de espirito. =)

Afinal, a vida vale tão pouco mas significa tanto, que aprender a aproveitar cada dia é a melhor forma de ver o mundo com outras cores. - Tudo isto é mera filosofia barata...eu sei! Mas ninguém me impede de acreditar nela! Pelo menos hoje, eu acredito!=D




Este trabalho é uma encomenda da minha amiga P. que é, sem dúvida, a minha melhor cliente.
É uma bolsa para a máquina fotográfica da mãe.
Ainda não lhe entreguei, mas ela já viu e sei que gostou!=)

Tenho outra pecinha que também foi encomenda da P., depois mostro!

Despeço-me com a alegria que apenas as cor do arco-iris e o calor que se faz sentir, podem transmitir.

***=)

PS: Quanto à filosofia barata...seria tão bom se tivessemos sempre uma destas filosofias no bolso, a alegrar-nos o dia e a fazer-nos sorrir.

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